Sou vegetariana por amor aos animais

Sou vegetariana por amor aos animais
COLHER OU MATAR, a escolha é sua
"Se os matadouros tivessem paredes de vidro
todos seriam vegetarianos."

(Paul e Linda Mc Cartney)



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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Receita caseira de salsichas vegetarianas


Preparação de salsichas veganas Emoticon smile
RECEITA de Daniele Lippert
2 xícaras de PTS hidratada
2 sachês de caldo de legumes
1 cebola
3 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
5 colheres de sopa de farinha de trigo
3 colheres de sopa de polvilho doce
Água até dar o ponto
Sal, pimenta, colorífico (para dar a cor avermelhada), páprica picante e ervas a gosto
Fumaça líquida (não usei, nem sei onde comprar, mas deve ficar muito bom por causa do sabor defumado)
Bater tudo no liquidificador ( melhor no processador que não liquidifica)   até virar um creme (não pode ficar muito líquido, tem que ser cremosinho mesmo). Colocar em saquinhos de sacolé e amarrar a ponta. Cozinhar os "sacolés" na água por 15 minutos e congelar. Quando estiver completamente congelada, tire o plástico e prepare.
Sugestões de preparo:
a) cortar em tiras finas e fritar em fogo bem baixo com um fio de azeite;
b) colocar em um refratário, regar com um molho da sua preferência, cobrir com papel alumínio e assar no forno;
c) colocar palitos de churrasco, embrulhar em papel alumínio e assar na churrasqueira como salsichão.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Um tipo de carrapato está causando alergia à carne vermelha em várias pessoas

Foto do carrapato Lone Star: Flickr/Elizabeth Nicodemus
Quem,diria! Um carrapato a serviço do vegetarianismo/veganismo!

Carrapato

Centenas de pessoas nos EUA têm passado mal após comer carne vermelha. O culpado pode ser um… carrapato: médicos apontam o Amblyomma americanum – ou carrapato Lone Star – como o vilão.
Diversos casos na Costa Leste e no Sul dos EUA são bastante parecidos: a pessoa leva uma mordida do pequeno aracnídeo, come um hambúrguer ou bife dias depois e, passadas algumas horas, tem uma reação alérgica com coceiras por todo o corpo.
Os bichos carregam um açúcar que os humanos não têm, chamado alfa-galactose. Ela também é encontrada na carne vermelha —bifes, porco, cordeiro, coelho — e em alguns produtos do dia a dia. Geralmente, quando encontrada em alguma comida, ela é digerida sem problemas.
Mas a mordida de um carrapato dispara uma resposta do sistema imunológico e, naquele estado de alerta, o corpo percebe o açúcar transmitido para a corrente sanguínea da vítima como uma substância estranha, produzindo anticorpos contra ela. Isto prepara a reação alérgica para a próxima vez que a pessoa comer carne vermelha e encontrar o açúcar.
O Lone Star — que leva esse nome por causa do apelido do estado do Texas — é considerado o culpado, já que é um dos tipos mais comuns nas regiões onde os casos ocorreram. No entanto, alergologistas acreditam que ele não é o único que pode disparar a alergia, já que casos parecidos foram relatados em outros países – o Lone Star é encontrado principalmente nos EUA.
As reações são tratadas com anti-histamínicos ou, nos casos mais graves, epinefrina. Os anticorpos parecem diminuir com o tempo, mas especialistas ainda não sabem se a alergia passa com o tempo. Se não passar, os carrapatos terão conseguido o que as recomendações médicas e os amigos vegetarianos sempre tentaram: fazer você deixar de comer carne. [NBC New York via IFLScience]

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quer mesmo salvar a Amazônia? Pare de comer carne!

Salve a Amazônia!

Artigo escrito por João Meirelles Filho* e Mariana Buoro** foi originalmente publicado pela revista multimídia Página 22, suportada pelo centro de estudos em sustentabilidade da FGV-EAESP e referência no mercado editorial brasileiro no tema da sustentabilidade. Veja reprodução abaixo ou versão original aqui.


Como civilização humana, até agora, priorizamos proteínas de alto impacto socioambiental - a questão é que o planeta não tem mais espaço para a produção deste tipo de proteína em um mundo cada vez mais populoso
Foto: Como civilização humana, até agora, priorizamos proteínas de alto impacto socioambiental – a questão é que o planeta não tem mais espaço para a produção deste tipo de proteína em um mundo cada vez mais populoso

Na luta pela conservação das condições de vida humana no planeta, mesmo um tema mais abstrato como o impacto dos combustíveis fósseis nas mudanças climáticas é compreendido pela maioria. Difícil é relacionar escolhas pessoais de consumo com a destruição ambiental. É reconhecer que nosso próprio prato contém alimentos que ameaçam nossa sobrevivência. No entanto, precisamos encarar que a agropecuária é a grande responsável por mudanças no uso da terra, desmatamento e queimadas, com emissões de gases tão representativas quanto as de fontes de energia não renováveis [WRI, 2016].
Se há forte movimento de entes públicos, empresas e cientistas sobre as alternativas à queima de combustíveis fósseis, a discussão sobre a nossa dieta e suas consequências ainda é pífia [CHATTAM H., 2015]. São raros os estudos que contabilizam o impacto das decisões de consumo alimentar, em especial das proteínas de origem animal [LAMB et alii, 2016]. Em verdade, como civilização humana, até agora, priorizamos as proteínas de alto impacto socioambiental, e raros consumidores sabem disto.
O aumento de renda, urbanização, e expansão de novos hábitos alimentares modificou radicalmente nossa dieta. Cada vez mais, substituem-se porções significativas de grãos por carnes e laticínios.
O alarme soou em 2006, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) concluiu que a produção de carnes contribuía com 18% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Como a demanda continua a crescer, será preciso duplicar a oferta em menos de 50 anos, o que deve piorar o índice. Metade das áreas férteis do planeta é ocupada pela pecuária e para a produção de rações para animais, exaurindo-se possibilidades de usos diversificados da terra. A questão, portanto, não se restringe à  agenda de vegetarianos, religiões, ou em defesa de animais. É o planeta que não tem mais espaço para a produção de proteínas de alto impacto [FAO, 2006 e 2009].
O alto gasto de água (a produção de 1 kg de carne bovina exige 15,5 toneladas de água) resulta em produtos animais contribuindo com mais de um quarto da pegada hídrica da humanidade [HOEKSTRA et ali., 2008]. A ineficiência na conversão alimentar de energia das carnes exige altos insumos de ração e pasto (um terço dos grãos do mundo é para alimentação animal, e 90% da soja brasileira). Insistir no modelo atual de produção de carnes e laticínios ameaça a segurança alimentar planetária, especialmente dos mais pobres. Ao destinar metade das terras para carne (ou ração), deixaríamos de atender as demandas proteicas para dois terços da população mundial que já são excluídos do acesso a carne e a laticínios por falta de recursos.
O Brasil, embora grande vilão, não se mostra preocupado com isso e se esforça em se consolidar como o líder mundial de proteínas animais. Por aqui, graça a ideia que a pecuária e os grãos para ração são o motor da economia [SILVA NETO & BACHI, 2014]. Porém, este setor é altamente ineficiente e arcaico, ocupa cerca de 30% do território, ou 2,4 milhões de quilômetros quadrados, enquanto nem sequer produz 8% do PIB e gera poucos empregos, a maioria informal. A pecuária bovina sozinha é responsável por 62% das emissões de GEE do País [BARRETO, 2015].
Rediscutir a dieta – um tabu?
Se os impactos da proteína animal são devastadores, por que o apelo pela contribuição popular com o meio ambiente restringe-se a recomendações pueris como “separe o lixo” e “tome banhos curtos”? Por que a mídia, a academia e mesmo os ativistas não discutem a dieta do brasileiro e do planeta? O que justifica a manutenção do aparente “foro privilegiado” de que goza a pecuária no Brasil?
Curiosamente, o brasileiro se coloca como um dos povos mais preocupados com o ambiente e mudanças climáticas [LEISEROWITZ, 2007; PEW 2015]. Entretanto, a maioria de nós não toma decisões racionais baseadas no conhecimento sobre o impacto socioambiental do consumo e de suas consequências às próximas gerações.
Está na hora de buscarmos proteínas de baixo impacto socioambiental e baixo custo econômico, que promovam geração de emprego e renda, igualdade, bem estar humano e animal, e possibilidade de sobrevivermos neste planeta, com impacto altamente positivo para a saúde humana e o clima [SPRINGMAN, 2016].
Discutir abertamente o problema é o primeiro passo. A questão precisa estar no currículo escolar, na pesquisa científica, na mídia (por que a moda de programas de TV culinários ainda não tocou no problema?). Precisamos de indicadores acessíveis e honestos que nos informem sobre o impacto socioambiental do que comemos. Assim, com mais acesso à informações e ao debate, quem sabe não tomamos melhores decisões de consumo consciente?
* Escritor e empreendedor social, é diretor do Instituto Peabiru. Milita na questão do impacto da carne há 30 anos. 
** Formada em Relações Internacionais, é colaboradora no Instituto Peabiru.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

RENÚNCIA À CARNE (Animais brutalizados)

Milton Martins


Proclamar-se vegetariano num mundo predominantemente carnívoro, isto é, apreciador de carne como alimento não é tarefa fácil. Frequentar restaurantes ou reuniões sociais, onde predominam, de regra, churrascos e salgadinhos à base de carne é sempre complicado porque será necessário escolher pratos sem o componente animal no cardápio ou saber antes qual o conteúdo do salgadinho oferecido. Por isso, esse tipo de sujeito, obrigado a conviver como uma exceção, como minoria nesse mundo "desigual" será, no mínimo, considerado um "chato".
Além de comentários impacientes e eventualmente irônicos, os seus pares, os que se deliciam com um churrasco e com a carne de um modo geral, sentem-se de alguma forma incomodados convivendo com alguém que repudia o delicioso alimento de origem animal.
Eu conheço bem essa situação. Há mais de 40 anos deixei de lado todas as carnes, salvo o peixe em raríssimas ocasiões. Quanto a este, sem nenhuma razão especial, salvo a de não ser "tão diferente", “tão chato”, em reuniões sociais, mas sempre com um peso na consciência, um estágio de nojo.
Nesse tempo todo, somente uma vez vi-me obrigado a comer pequena porção de um bife, nos Estados Unidos, porque atendia a convite de um casal ávido em servir comida brasileira. Tanto pela presunção do anfitrião, como pelo "reencontro" com a carne, percebi que não valera a pena o sacrifício.
As razões que me fizeram deixar de consumir a carne, foram inspiradas em certos ensinamentos esotéricos que consideram os animais uma outra onda de vida que, em vez de serem sacrificados sem piedade, deveriam ser respeitados, ajudados e amados pelos homens. A isso, acrescentem-se as cenas de terror que se sucedem intermináveis nos matadouros onde a crueldade é inimaginável.
Claro que abandonar o hábito da carne num país como o nosso é esperar muito.
Há, sem dúvidas, a proliferação natural de certos animais ressaltando-se porém que há o incentivo e técnicas de procriação e, há,ainda, é verdade, muita fome grassando pelo Brasil e, de resto, em todo o planeta.
Escrevi alhures, porém:
Relatório da ONU denominado de “A grande sombra do gado” esclarece “que os gazes emitidos pelos excrementos e flatulência dos animais, pelo desmatamento para formar pastos e na geração de energia gasta na administração do gado respondem por 18% dos gases-estufa emitidos anualmente no mundo.”
O mais grave é que o Brasil é o maior exportador de carne do planeta e comemora esse êxito pelos milhões de dólares que amealha no negócio.
Mas, além desses prejuízos ambientais, há aspectos ponderáveis a considerar nesses êxitos.(?)
Os paises importadores da carne brasileira, a compram “limpa” não precisam investir em pastos, rações e em reservas de água para a criação e engorda dessa incontável massa bovina.
Quanto à soja cujo plantio também tem sido causa de imensos desmatamentos é um dos componentes da ração do gado.
 


Mas, é inequívoco que as pessoas que deixaram de comer carne costumam atestar que se sentem bem assim. Livraram-se de um alimento mais pesado que provém do sofrimento do animal, na hora do abate afetado pelo instinto de preservação violado, pelo grito da violência iminente e do temor.
Os animais tendem a se apegar ao homem, na medida em que forem tratados com carinho e amor. Às vezes, passam a confiar cegamente no seu "irmão maior", a pessoa que deles trata e os alimenta.

Imaginem que tipos de vibrações eclodem no ato da morte do animal domesticado, quando abatido, em especial pelo seu próprio "dono".
Não me parece que em tempo algum a morte violenta esteve tão banalizada tanto na hora do almoço, como na hora do jantar. A televisão sofistica os detalhes. Claro que as guerras passadas ceifaram a vida de milhões de soldados, nessa luta “sem razões”, que não fosse a busca insensata pelo poder, pela dominação de povos e conquista de territórios, aspirações de grandes líderes providos de pequenas almas.
Mas, a despeito da carnificina que se sofistica entre o homo sapiens, não posso me omitir sobre um artigo do “Estado” de abril 2006, assinado pela colunista Regina Schöpke que produziu excelente resenha do livro do filósofo Tom Reagan, denominado “Jaulas Vazias”. O livro que trata da crueldade que se pratica contra os animais, tem no autor um defensor daquilo que “chama de uma consciência animal, ou seja, desse despertar do homem para a sua própria condição ou parte da natureza”, qualificando-se o escritor, então, “porta-voz daqueles que não podem falar e que, em função disso, tornaram-se escravos de nossas necessidades e comodidades."
Refere-se a articulista às freqüentes referências ao gênio Leonardo da Vinci contida no livro, porque, “afinal ele, que desde criança tornou-se vegetariano por não suportar as atrocidades que se cometiam, dizia que o homem transformou seu estômago num túmulo para todos os animais”.
Há um sentido antropofágico se se considerar a evolução da própria espécie humana , porque “Darwin estudou tais emoções (dos animais e sobre isso nos referiremos mais à frente) e, mais do que isso, ele foi o primeiro cientista a desferir um golpe profundo em nossa arrogância ao mostrar que nossa espécie evoluiu de outras inferiores e que somos apenas animais, ainda que muito inteligentes”(!?).
Há anos chegou às minhas mãos um vídeo que não consegui chegar ao final, que mostra a brutalidade que se comete contra os animais, os frangos prestes a serem abatidos e os bois no “corredor da morte”, antes da pancada na cabeça, que ao perceberem o que se passa, aguçando o sentido da sobrevivência, relutam em prosseguir e são empurrados por choques elétricos.
Algumas crueldades, entre outras, relatadas pela revista “Super Interessante” de 09/2003 que todos sabem ou “desconfiam” mas “esquecem” na hora de devorarem nacos do churrasco:
. A vitela é a carne de um bezerro anêmico que passa os seus cinco meses de vida em um cercado minúsculo, impedido de se mover, para a carne ficar macia;
. Bichos com pele valiosa não dão cria em cativeiro e são caçados, permanecendo dias com as patas dilaceradas, presas em armadilhas. A pele costuma ser retirada com o animal ainda vivo;
. Galinhas poedeiras vivem espremidas sob luz quase ininterruptas para que comam e botem sem parar; os bicos são cortados para evitar o canibalismo.
Mais esta, segundo relato extraído do livro resenhado:
“Assim como amontoar cães e gatos em gaiolas, como fazem certos restaurantes da China, para que eles sejam escolhidos pelos fregueses e mortos na hora, só se explica por uma brutalização maior do homem, já que nem os animais que se tornaram nossos mais fiéis companheiros são poupados”.

Com breve pesquisa, será fácil encontrar outros atos de violência contra os animais. É só ter coragem para enfrentar as cenas deprimentes e covardes.

Do ponto de vista do divertimento, as execráveis e covardes touradas que colocam o touro em total desvantagem e, com facas afiadas, vai sendo enfraquecido na sua resistência ao ser seguidamente espetado no dorso. O toureiro é um covarde, um estúpido como estúpida é a platéia que vibra com sua covardia, jamais um herói.
De outra parte, muitos são os estudos que garantem não ser a arcada dentária e mesmo o estômago do homem apropriados para a mastigação e digestão da carne.
Mas, qual o preço da vibração cósmica que produz essa brutalidade sem fim? Valho-me, porque acredito, de trecho de um velho (os conceitos são válidos) e pequeno livro editado pela editora “O Pensamento”, de autoria de Cinira Riedel de Figueiredo, “Sabedoria Esotérica”, esquecido há muitos anos na minha estante:
“A falta de respeito aos reinos inferiores da natureza leva o homem a criar mau karma (carma, lei da causa e efeito), e este é o motivo da Humanidade estar vivendo dias cruéis, repletos de moléstias incuráveis, de guerras e desajustamentos”.
Acima me referi à emoção dos animais. Relato um caso que vivenciei:

Há alguns anos, numa chácara em São Pedro (SP), pus-me a regar certas plantas e árvores tenras. O calor era insuportável.
Numa área vizinha, a aproximadamente 50 metros, uma vaca e seu bezerrinho, desde cedo ali confinados, ouvindo o ruído da água, postaram-se perto da cerca e ali permaneceram ela que sempre se mostrara arredia à minha aproximação, desconfiada da possível maldade que poderia praticar o estranho. Era água que pedia tanto para si como para sua cria. Enchi um balde e levei até eles. Não foi suficiente. Enquanto bebiam o segundo balde, acariciei o pescoço da vaca.
Devidamente saciada, o animal ergueu a cabeça e seus olhos bateram nos meus. Havia no seu olhar muita doçura, gratidão...amor.
Não ! Definitivamente, não conseguirei mais voltar a comer carne.
Eis aí a emoção “animal” que jamais esquecerei.

domingo, 13 de agosto de 2017

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro todos seriam vegetarianos" - frase de Paul e Linda Mac Cartney

Matadouro em outro país, mas o sofrimento é universal em todos os matadouros do mundo...
Todos os comedores de carne tem que assistir para ver como eles são mortos!
Ficou chocado? Não os coma mais! Liberte-os desse holocausto

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Limeira Veg 2017































Limeira Veg - Segunda Edição 2017

Imperdível, dia 23 de Julho, a segunda edição do Limeira Veg
O Limeira Veg traz a oportunidade de conscientizar cada dia mais pessoas através de um evento com opções de alimentação e produtos sem derivados animais, bem como palestras sobre proteção animal, oficinas, abordagens e ações em prol dos animais. 
Junte-se a nós! Participe!
Participação da Veggie de Negri com produtos congelados e também para degustação 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Tolstoi e o Vegetarianismo

Escritor russo decidiu parar de comer carne aos 50 anos, em meio a uma crise espiritual. A decisão se alinhava à filosofia de vida que ele adotou na época

“Enquanto houver matadouros, haverá campos de batalha”. A frase não vem de uma nova campanha da Peta, organização pelos direitos dos animais. Ela foi escrita há mais de 100 anos pelo russo Liev Tolstói, no livro “O Que Eu
Acredito”, de 1885, dedicado à sua interpretação pessoal do cristianismo.

No fim do século 19, aos 50 anos, depois de ter se tornado uma celebridade de seu tempo pela publicação de alguns dos romances mais cultuados da literatura mundial, o autor de “Guerra e Paz” e “Anna Karenina” decidiu deixar de comer carne. Nessa fase de sua vida, o vegetarianismo se tornou não só uma prática do escritor, como também um tema de reflexão e de elaboração em seus textos.


O que Tolstói escreveu

“Se um homem aspira a uma vida correta, seu primeiro ato de abstinência deve ser de ferir animais”
No ensaio “O Primeiro Passo”, de 1892

“Um homem pode viver e ser saudável sem matar animais para comer; portanto, se ele come carne, ele toma parte em tirar a vida de um animal apenas para satisfazer seu apetite. E agir dessa forma é imoral”
Em “Writings on Civil Disobedience and Nonviolence, de 1886

“Isso é espantoso! Não o sofrimento e a morte dos animais, mas que as pessoas reprimam nelas mesmas, desnecessariamente, a capacidade espiritual mais elevada – de compaixão e piedade para com criaturas vivas como eles mesmos – e ao violar seus próprios sentimentos, se tornam cruéis.”
No ensaio “O Primeiro passo”, de 1892

A razão da decisão
A mudança na dieta de Tolstói é parcialmente atribuída à proximidade com o positivista e vegetariano William Frey, segundo Sam Pavlenko, autor de um livro de receitas vegetarianas baseadas nas que foram deixadas pela família do escritor. Frey teria visitado Tolstói durante o outono de 1885.

Mas o vegetarianismo de Tolstói se insere em uma busca mais ampla por um modo de vida “elevado”, resultante de uma crise espiritual vivida pelo escritor por volta de seus 50 anos.

Essa fase também marcou seus escritos, que se voltaram para a formulação de uma filosofia moral pacifista, cristã e vegetariana que ficou conhecida como “tolstoísmo”.

A transformação das soluções encontradas pelo escritor para suas inquietações pessoais em uma espécie de doutrina, seguida por vários de seus contemporâneos, o desgostava: “Falar em ‘tolstoísmo’, procurar orientação e indagar sobre minhas respostas para as questões é um erro grande e grosseiro”, escreveu.

Tolstói passou a crer que a arte tem um componente religioso e deve tornar tanto o artista quanto o mundo melhores.

Ele adotou condutas que iam ao encontro da moral cristã, rejeitando, ao mesmo tempo, a institucionalização dessa espiritualidade pela igreja - uma espécie de anarquismo cristão.

Nos últimos 25 anos de vida, o autor produziu obras como “Confissão” (de 1879), que uma década após “Guerra e Paz” se concentrava em fazer uma autocrítica biográfica sobre fama e fortuna, motivações para escrever que passou a considerar equivocadas.

Receitas da família
A militância do escritor russo acabou influenciando também seus familiares: as filhas e a esposa de Tolstói, Sophia Andreevna, também aderiram ao vegetarianismo, segundo o site “History Buff”.

Andreevna não só se tornou vegetariana como mantinha um diário com as receitas da família, que deu origem a um livro de receitas vegetarianas publicado em 1874, de surpresa, pelo irmão dela.

Entre as receitas, estão um bolo de café, uma torta vienense, cogumelos picantes e molho tártaro da família Tolstói.

As receitas também inspiraram o livro “A Vegetarian’s Tale: Tolstoy’s Family Vegetarian Recipes Adapted For the Modern Kitchen” (Um Conto Vegetariano: Receitas Vegetarianas da Família Tolstói Adaptadas para a Cozinha Moderna), com versões atualizadas das receitas e tradução das medidas russas.

FONTE: nexojornal

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Aprovado Projeto de Lei que restringe o uso de cobaias em atividades de ensino




O PL do deputado Feliciano Filho, finalmente foi aprovado!
Basta de tortura inúteis!
Leia o Projeto na íntegra:

Projeto de lei 706/2012 – Restringe a utilização de animais em atividades de ensino no Estado de São Paulo, sem prejuízo de proibições e sanções previstas em outros dispositivos legais: Municipal, Estadual ou Federal, e dá outras providências

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:
Artigo 1º – A utilização de animais em atividades de ensino no Estado de São Paulo fica restrita a:
  1. estudos observacionais em campo;
  2. estudos para fins de diagnose e terapia de pacientes reais;
  3. aulas de semiologia;
  4. utilização de cadáveres adquiridos eticamente;
  5. material biológico obtidos de maneira ética.
Parágrafo Único – A presente lei não se aplica às atividades de pesquisa científica e tecnológica realizadas no âmbito de pós-graduação, aplicando-se porém às suas atividades de ensino e de formação profissional.
Artigo 2° – Para os fins dos dispositivos constantes no artigo anterior, consideram-se:
  1. estudos observacionais em campo – os estudos em que o observador apenas observa a ocorrência dos eventos sobre os sujeitos da pesquisa, sem manipulação invasiva ou prejudicial do animal, nem intervenção em sua biologia.
  2. estudos para fins de diagnose – anamnese, exames clínicos e exames subsidiários que auxiliam no diagnóstico do paciente, manuseio e manipulação do animal.
  3. terapia – todas as ações clínicas e cirúrgicas que tenham por objetivo a cura ou a melhora da qualidade de vida do animal em particular.
  4. semiologia – o estudo e interpretação de sinais que auxiliam no diagnóstico clínico, sem risco de dano ao animal..
  5. paciente real – o animal padecendo naturalmente de doença não propositalmente induzidas, ou com condição adquirida de forma acidental, e que necessita de intervenção de profissional habilitado para recuperação de sua saúde.
  6. cadáveres adquiridos eticamente – cadáveres obtidos de animal que tenha tido morte natural ou acidental, desde que laudado por profissional habilitado com anotações quanto à causa mortis, sendo vetada a utilização de animais abatidos para esse fim.
  7. material biológico adquirido eticamente – material biológico obtido de maneira não invasiva ou oriundo de procedimentos necessários (biópsias, cirurgias necessárias para a saúde do animal ou esterilização cirúrgica) e que não tenha como objetivo a morte do animal. São exemplos de materiais biológicos obtidos de maneira não invasiva material genético, placentas, cordões umbilicais, ovos, pelos, penas, descamações naturais da epiderme, sangue ou outros fluidos corpóreos, etc.
  8. animal – organismo pluricelular, heterotrófico, invertebrado ou vertebrado.
Parágrafo único: Todas as formas de estudos enumeradas no Caput deste artigo deverão ser realizadas sob supervisão constante de profissional habilitado.
Artigo 3º – Para o caso dos organismos vertebrados, todos os cadáveres deverão ser obtidos eticamente, acompanhados de atestado de óbito detalhado do animal, preenchido conforme estabelece a Resolução 844/06 do CFMV.
Artigo 4º – Todos os materiais biológicos obtidos eticamente deverão ser acompanhados de guia de encaminhamento de amostra.
Artigo 5º – Para o caso de vertebrados, somente poderão ser utilizados cadáveres e materiais biológicos encaminhados com expressa autorização do tutor ou de quem detém a guarda do animal, por escrito, em documento contendo os dados gerais do responsável, o texto contendo a autorização e a assinatura do responsável.
Artigo 6º – Instituições, estabelecimentos de ensino e profissionais que descumprirem as disposições constantes desta Lei serão punidos progressivamente com o pagamento de multa e nas seguintes sanções:
I- à instituição:
a-) multa no valor de 500 UFESP’s, por animal;
b-) dobra do valor da multa na reincidência;
c-) suspensão temporária do alvará de funcionamento;
d-) suspensão definitiva do alvará de funcionamento.
II – ao profissional:
a-)  multa no valor de 200 UFESP’s;
b-) dobra do valor da multa a cada reincidência;
Artigo 7° – São passíveis de punição as Pessoas Físicas, inclusive detentoras de função pública, civil ou militar, bem como toda instituição ou estabelecimento de ensino, organização social ou Pessoa Jurídica, com ou sem fins lucrativos, de caráter público ou privado, que intentarem contra o que dispõe esta Lei, ou que se omitirem no dever legal de fazer cumprir os ditames desta norma.
Artigo 8º – Fica o Poder Público autorizado a reverter os valores recolhidos em função das multas previstas por esta Lei para custeio das ações, publicações e conscientização da população sobre guarda responsável e direitos dos animais, para instituições, abrigos ou santuários de animais, ou para Programas Estaduais de controle populacional através da esterilização cirúrgica de animais, bem como Programas que visem à proteção e bem estar dos mesmos.
Artigo 9º – A fiscalização dos dispositivos constantes desta Lei e a aplicação das multas decorrentes da infração ficarão a cargo dos órgãos competentes da Administração Pública Estadual.
Artigo 10 – Os animais em poder das instituições de ensino, por ocasião da entrada desta lei em vigor, deverão ser disponibilizados para adoção por particulares, organizações de defesa animal, centro de controle de zoonoses, canis municipais ou congêneres.
Artigo 11 – Essa lei entra em vigor 90 dias a partir de sua publicação.

JUSTIFICATIVA
Animais vivos são utilizados como recurso didático em faculdades de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia, ciências farmacêuticas, enfermagem, dentre outras. São exemplos de procedimentos realizados com esses animais a retirada de material biológico, o estudo de sua anatomia, de suas respostas bioquímicas, fisiológicas ou comportamentais a determinados estímulos, o treinamento de habilidades e técnicas cirúrgicas, etc.
Esta forma de utilização animal, no entanto, vem sendo cada vez mais questionada no meio acadêmico e pela população em geral, seja por questões éticas, seja por questões científicas. Há uma crescente tendência da sociedade em trazer os animais para uma esfera moral, reconhecendo-os como sujeitos de direito.
Além disso, reconhece-se o fato de que procedimentos realizados em animais em sala de aula são apenas repetições de eventos conhecidos, podendo o mesmo evento ser demonstrado em outros métodos que não animais, em conjunto conhecidos como métodos alternativos ou métodos substitutivos. Com efeito, as mais importantes universidades do mundo, reconhecidas por sua excelência no ensino, tem abandonado o uso de animais no ensino.
Nossa Constituição Federal, em seu Artigo 225, parágrafo 1º, inciso VII, veda as práticas que submetam os animais à crueldade.
Já a Lei Federal 9.605 de Fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais), em seu Artigo 32, parágrafo 1º, estabelece que é crime a realização de procedimentos dolorosos ou cruéis em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos
No âmbito estadual a Lei 11.977/05, em seu Artigo 37, ordena a priorização da utilização de métodos alternativos em substituição à experimentação animal, sendo a experimentação animal definida no Artigo 23 da mesma Lei como a utilização de animais vivos em atividade de pesquisa científica, teste de produto e no ensino.
Diversos estudos comprovam que estudantes que utilizam métodos substitutivos ao uso de animais, desenvolvem um aprendizado tão ou mais efetivo que estudantes que aprendem fazendo uso de animais. Estudos comprovam também que estes alunos tornam-se profissionais tão ou mais qualificados que estudantes que aprendem fazendo uso de animais.
É comprovado que o estresse provocado nos alunos, durante os procedimentos com animais vivos, podem prejudicar sua capacidade de aprendizagem, desviando sua atenção dos objetivos da prática. Além disso, a utilização de animais vivos tem o potencial de dessensibilizar o estudante, podendo fazê-lo perder o senso de reverência e respeito pela vida. Por outro lado, a utilização de métodos substitutivos condiz com a formação de profissionais mais sensíveis e humanitários.
Adicionalmente a promoverem melhor qualidade de ensino, métodos substitutivos não ferem as convicções pessoais do estudante, não o obrigando a enfrentar os mesmos conflitos éticos, morais, de consciência ou religiosos pelos quais tem que passar estudantes que utilizam animais.
Faz-se necessário considerar que animais utilizados em procedimentos didáticos, com freqüência, são utilizados apenas uma vez e em seguida descartados, e que os custos implicados na construção e manutenção de biotérios, alimentação e preparação de animais onera os cofres públicos e das instituições.
Embora alguns dos métodos substitutivos ao uso de animais disponíveis possam ter um custo inicial mais alto, estes não são descartáveis, podendo ser utilizados por tempo indeterminado.
O modelo de saúde que defendemos é aquele que valoriza a vida humana e animal. Os maiores progressos em saúde coletiva se deram através de sucessivas mudanças no estilo de vida das populações
O objetivo desta lei é valorizar a saúde humana e animal de forma ética, buscando alternativas eficazes para tratar de problemas reais, substituindo a utilização de animais vivos no ensino e formação de profissionais de saúde, por métodos alternativos comprovadamente eficazes e éticos, formando profissionais bem preparados para o mercado de trabalho.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Canadá - comidas típicas e opções vegetarianas



 O bordo de açúcar (Acer saccharum) oferece lindas cores outonais, amarelo vivo, cor laranja ou ainda vermelho. Linda árvore, cuja folha é o emblema do Canadá.  O xarope de bordo é colhido nos bordos com mais de 40 anos. O bordo produz açúcar através da fotossíntese. No final do verão e início do outono, esses açúcares são convertidos em amido nas raízes para hibernar. Eles colocam esse xarope em tudo! Até nas saladas!
Batatinhas crocantes que a gente encontrava nos cafés da manhã de todos hotéis. Irresistíveis!
Um taco mexicano ( bem apimentado ) que comi em Vancouver
Não sei que fruta é essa que encontrei num mercado
Frutas típicas dos países de clima gelado

Pirolitos feitos com o xarope de Bordo Canadense


Salada "doce" em vez de azeite, usam o xarope de bordo que parece um mel
Não é azeitona preta e sim uma frutinha doce e tem morangos picados ao invés de tomate.

Os doces levam muito creme de chantilly
Hamburguer de cogumelo e salada de feijão













Macarrão ao molho pesto com pinhole






Macarrão com molho de cogumelos


Tofu grelhado e nuggets de legumes

Rabo de Castor ( Beaver Fails) um tipo de massinha com diversos recheios: banana com canela, maçã, chocolate e outros.
Faz muito sucesso por lá

Sempre havia alguma opção vegetariana
Morangos gigantes e doces!
Eu e Carmencita os doces!
Saladinha básica!


Leites diversos veganos no supermercado









Cerejas doces, firmes e deliciosas! Comi de montão!